Cachecol masculino em tricô


Ciência
Na minha breve existência,
Apenas para sonhar
Percebi em mim alguma competência.
Para as outras coisas,
Percebi apenas persistência.
Afinal, tudo na vida
Resume-se em trabalho, pão e paciência.
Mas para sonhar é preciso
Algo mais que consciência…
Isto sim, é que exige do homem a mais elevada
E a mais apurada das competências.
Para todas as outras,
Basta um pouco de trabalho, de pão e de persistência.
Afinal, nenhuma delas exige ciência
Fiz assim: cortei cinco circulo de tecido em seda estampado; depois dobrei um lado pra dentro, dobrei o outro, dobrei ao meio e franzir na lateral de cima.
Fiz as cinco pétalas assim unindo umas às outras; colei um circulo menorzinho do mesmo tecido e fixei um alfinete e no outro, na parte da frente preguei um botão.
É rápido de fazer e torna-se um lindo enfeite para blazer, bolsa, cinto, colar, etc, etc.



“Deixe-me, deixe-me, fonte!”
Dizia a flor a chorar:
“Eu fui nascida no monte…
Não me leves para o mar.
E a fonte, rápida e fria,
Com um sorriso zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.
“Ai, balanços do meu galho,
Balanços do berço meu!
Ai, claras gotas de orvalho
Caídas do azul do céu!”
Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror,
E a fonte, sonora e fria,
Rolava, levando a flor.
“Adeus, sombra das ramadas,
Cantigas do rouxinol!
Ai, festas das madrugadas
Doçuras do pôr do sol!
Carícias das brisas leves,
Que abrem rasgões de luar.
Fonte, fonte, não me leves,
Não me leves para o mar!…
As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor