O que é milagre…
“Milagre é quando tudo conspira contra …mas Deus vem de mansinho e com um sopro leve muda o rumo dos ventos…” (Fernanda Gaona)

O lugar de ser feliz, de Joanyr de Oliveira.
Deus abriu a janela do mundo
e nela projetou o céu do cerrado.
Acendeu o diamante azul do dia na esplanada do destino.
As nuvens saem do chão,
numa explosão álacre de âmbar.
A lua é um pássaro de bruma na textura esvoaçante.
Pode-se descansar do mormaço num banco de concreto,
olhando o trânsito da Asa Sul,
na fronteira da 307,
à sombra das horas,
na liberdade da vida sem perigos.
Ninguém me perguntará onde moro ou o que faço
nesta quadra de Brasília,
em frente a uma biblioteca,
no espaço livre da vida.
Poema transcrito da antologia “Poemas para Brasília”, de Joanyr de Oliveira.
Márcio Catunda é escritor, poeta, compositor e diplomata brasileiro, autor de Noites Claras, No Chão do Destino, A Essência da Espiritualidade dentre outros.
Pequenas certezas por Clarissa Corrêa
Eu não duvido do poder da música. Em um dia preto e branco ela me colore. Em um momento de tristeza ela traz de volta um meio sorriso. Em uma situação delicada ela me socorre.
Meu Destino, de Cora Coralina
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…
Reflexão!, de Rubem Alves
“A vida tem sua própria sabedoria.
Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata.
Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói.
Há certas coisas que têm que acontecer de dentro para fora”
De Rubem Alves
Na ribeira deste rio, de Fernando Pessoa
Na ribeira deste rio
Ou na ribeira daquele
Passam meus dias a fio.
Nada me impede, me impele,
Me dá calor ou dá frio.
Vou vendo o que o rio faz
Quando o rio não faz nada.
Vejo os rastros que ele traz,
Numa sequência arrastada,
Do que ficou para trás.
Vou vendo e vou meditando,
Não bem no rio que passa
Mas só no que estou pensando,
Porque o bem dele é que faça
Eu não ver que vai passando.
Vou na ribeira do rio
Que está aqui ou ali,
E do seu curso me fio,
Porque, se o vi ou não vi.
Ele passa e eu confio.
Também cantada por Dori Caymmi. Foi música da novela Sinhá Moça, da Globo.
Fernando Pessoa poeta, escritor, crítico literário, inventor, tradutor, filósofo e comentarista político português. Autor de livros como O livro do desassossego, O eu profundo e os outros eus, dentre outros.
Presente, de Julio Cézar dos Reis Almeida
– Amor da minha vida,
presente de Deus,
você enche os dias de minha existência
de sentido, de luz, de felicidade.
– Amor da minha vida,
que razão há na existência sem você?
– Amor da minha vida,
presente de Deus,
sou eternamente grato por tê-la
e jamais penso perdê-la
– Amor da minha vida,
quando me vejo nos olhos teus,
o dia ganha cor, ilumina-se,
sua luz doura a existência
e dá sentido à minha vida.
– Amor de minha vida,
que Deus a mantenha
eternamente viva no meu coração,
na minha vida
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